- O casal Brandon e Brittany Buell recebeu a notícia, ainda durante a gravidez, de que o formato da cabeça do bebê esperado poderia ser preocupante.
Após diversos exames que não conseguiram comprovar o fato, eles foram encaminhados para um aconselhamento genético. Mas resolveram não procurar ajuda médica e esperar pelo parto.
Mesmo incertos sobre a causa da anormalidade, os médicos que visitaram os aconselharam que o aborto seria a melhor opção, pois o bebê, que se chamaria Jaxon, poderia morrer minutos após o parto. Mesmo com a terrível estimativa, o casal resolveu arriscar. “Algo dentro de mim estava me dizendo para não desistir dele. Isso com certeza vinha de Jaxon”, contou o pai.
O parto aconteceu em 2014, e descobriu-se que Jaxon tinha lissencefalia, doença neurológica que deforma o cérebro, excluindo seu contorno e suas dobras. A maioria dos acometidos pela doença morre cedo, outros conseguem chegar até a fase adulta, mas os pais de Jaxon descobriram que ele havia nascido surdo, mudo e com risco de morte. Suas três primeiras semanas de vida foram de terapia intensiva neonatal, sendo alimentado por um tubo e passando por exames.
Após um quadro estável, os pais puderam levá-lo para casa. Porém, deveriam tomar alguns cuidados, principalmente prezando pelo conforto do bebê. O corpo médico não acreditava que Jaxon fosse sobreviver mais que uma semana fora de seus cuidados, pois a condição do bebê estava em um nível avançado. Mas, de forma surpreendente, já se passaram sete meses desde sua alta.