O albinismo é uma condição genética que se caracteriza pela falta de melanina no corpo. Sem ela, os indivíduos apresentam pele extremamente branca e olhos e cabelos claros. Mesmo assim, você sabia que afrodescendentes podem ser albinos? Na verdade, a maior prevalência do albinismo ocorre justamente no continente africano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Essa condição, que pode provocar problemas na pele e deficiência visual, afeta todas as etnias - e até animais e plantas. Mundialmente, estima-se que haja um albino para cada 17 mil pessoas. A prevalência dos diferentes tipos de albinismo varia conforme a população. De acordo com estatísticas de 2006 da OMS, dados de África do Sul, Zimbábue, Tanzânia e Nigéria mostram prevalências tão altas quanto um caso para cada 1 mil habitantes em populações selecionadas. No geral, a prevalência se situa entre um caso a cada 5 mil pessoas e um caso a cada 15 mil pessoas.
Na África, muitos indivíduos com essa condição são alvo de violência por preconceito. Em alguns países, o albinismo é tido como um símbolo de sorte. Em outros, como uma maldição. Na Tanzânia, de 2000 a 2013, houve 72 assassinatos de albinos, segundo relatório das Nações Unidas de setembro deste ano. E, na Tanzânia, existe uma das maiores incidências de albinos no planeta. Um estudo da organização Hats on for Skin Health ("De chapéu pela saúde da pele", em português), da Liga Internacional das Sociedades de Dermatologia, estima que haja 30 mil albinos naquele país, um em cada 1.429 pessoas.