21 de nov de 2015

Maior impressora 3D do mundo é usada para construir casas

  • Desenvolvido na Itália, equipamento será utilizado para erguer moradias feitas de argila

Já ouviu falar na vespa-oleira? Ela ganhou esse nome porque, assim como um oleiro fabrica telhas, tijolos e outros objetos a partir do barro, o inseto constrói sua casa usando essa mesma matéria-prima. Para erguer seu ninho, a vespa deposita diversas camadas de lama, uma sobre a outra, em formato circular. O resultado final se assemelha a uma minúscula panela de barro.

A engenhosidade do inseto inspirou uma empresa italiana a tentar fazer o mesmo: construir moradias sobrepondo camadas de argila, utilizando para isso uma impressora 3D. A meta é desenvolver uma tecnologia rápida e barata para ajudar, por exemplo, vítimas de grandes catástrofes naturais, como terremotos, furacões e enchentes.

Não por acaso, a empresa se chama WASP – o nome, que significa “vespa” em inglês, também é uma sigla para “World’s Advanced Saving Project” Criada em 2012, a iniciativa sempre teve como meta a impressão de casas baratas, resistentes e sustentáveis. A argila atende a esses requisitos – tanto que é adotada na construção civil há séculos. Um dos mais belos registros disso é a cidade de Shibam, no Iêmen, que conta com edifícios de até 30 metros, feitos com tijolos de barro. A vantagem da impressão 3D é que ela reduz drasticamente a mão de obra necessária para a construção das edificações, além de permitir novas soluções arquitetônicas.

  • Casas de serragem e cogumelo
Para financiar essa ideia, a WASP fabrica e comercializa impressoras 3D de diversos modelos e tamanhos. E, em setembro, apresentou sua maior conquista até agora: a Big Delta – maior impressora 3D do mundo, com 12 m de altura, que será utilizada para construir as moradias.

Diversos materiais já foram testados no equipamento, incluindo concreto, serragem, material reciclável e até cogumelos – mais especificamente, uma parte deles, chamada mycelium, que já é adotada em alguns projetos de construção sustentável e que foi usada pela equipe do WASP para tornar as estruturas impressas mais resistentes.

Como a ideia é levar o serviço a áreas com pouca ou nenhuma estrutura, uma das principais preocupações durante o desenvolvimento da Big Delta era garantir que ela não consumisse muita energia. Segundo a empresa, a impressora gigante consome no máximo 1,5 Kw/h e, na ausência de rede elétrica, requer apenas um painel solar para funcionar.

Entre os planos da empresa para o futuro, está a construção de uma vila autossustentável, totalmente construída por meio de impressão 3D – a WASP afirma que as casas de argila podem ser adaptadas para receber fiação e rede hidráulica, por exemplo, assim como seria possível como uma casa feita com cimento.

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