2 de fev de 2012

Curiosidades sobre as epidemias durante a história - parte 2

Ela pode ser visível ou invisível. Pode estar em um ou mais continentes. Pode matar com a mesma facilidade que infectar. Pode causar os mais variados efeitos, da dor ao riso. São as epidemias, doenças contagiosas que costumam crescer de maneira rápida e descontrolada.

  • Qual a epidemia mais misteriosa?

Ela começava com um simples suador, daqueles que aparecem depois de um jogo de futebol ou uma tarde sob o sol intenso, com a simples diferença de que poderia matá-lo logo em seguida. A epidemia do suor inglês, surgida no verão de 1485, tinha como sintomas tontura, calafrios, dor de cabeça e, claro, o suor excessivo. A morte decorrente da doença era extremamente rápida, de três a 18 horas após o aparecimento dos sintomas.

Apesar de afetar pessoas de todas as classes sociais, idades e sexos, o suor inglês era mais frequente em homens de 19 a 45 anos. Uma das explicações para a doença seria a febre recorrente, transmitida por piolhos e carrapatos, que tinha características muito similares às do suor inglês. Depois de 1551, a doença desapareceu por completo, de maneira tão misteriosa como o seu surgimento, sem relatos posteriores de novos surtos.


  • O que foi a 'Epidemia da dança'?

Uma das epidemias mais inusitadas da história da humanidade envolveu muita dança. Segundo o historiador norte-americano John Waller, a praga começou em 1518, na cidade francesa de Estrasburgo, quando uma mulher chamada Frau Troffea acordou em um belo dia e se pôs a dançar incessantemente. De vez em quando, ela desmoronava, exausta, apenas para retomar seu movimento sinistro algumas horas depois.

Alguns dias após o estranho hábito, ela foi levada, à força, para um templo, com os sapatos encharcados de sangue. Não demorou muito para que outras pessoas fossem diagnosticadas com a “vontade incessante de querer dançar”. Em pouco mais de um mês, 400 pessoas aderiram ao transe dançarino, sendo que muitas morreram de exaustão ou ataque cardíaco. A explicação para tudo isso? De acordo com o historiador, mais um caso de histeria coletiva.

  • O vírus ebola é transmitido pelo ar?

Não precisa ser cinéfilo para já ter assistido a algum filme envolvendo o vírus ebola – uma doença que, supostamente, seria transmissível até mesmo pelo ar e com focos em vários lugares do mundo. Porém, esqueça essa história toda.

Segundo o site da Organização Mundial de Saúde (OMS), o vírus ebola foi identificado em 1976, na República do Congo, e é transmitido em contato direto com o sangue, fluidos corporais ou lenços das pessoas infectadas. 

Embora a doença seja realmente mortífera (mata até nove dias após o contágio, com um risco de morte que pode chegar a 90%), não há muitos relatos de casos fora da África, ao contrário do que muitos filmes tentam fazer você pensar.

  • A obesidade pode ser uma epidemia?

Sim. A obesidade que assola os Estados Unidos já é considerada uma epidemia de risco para a saúde dos americanos. De acordo com a organização não governamental americana Obesity in America, 67% dos americanos estão acima do peso ou são obesos, uma estatística que dobrou desde 1980.

O site da Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a obesidade uma doença que constitui um importante fator de risco para o aparecimento, desenvolvimento e agravamento de outras doenças. Apesar da afetar, predominantemente, países desenvolvidos, a obesidade cresceu com força no Brasil nos últimos anos. 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade da população adulta brasileira está acima do peso.

  • Uma epidemia pode ir e voltar?

Sim. Há várias epidemias que, volta e meia, reaparecem nas Américas. São elas a varíola, a febre tifóide, a rubéola e outras. 

A maior parte delas foi trazida pelos europeus, na colonização do “novo continente”, a partir do século XVI, e dizimou milhões de nativos locais. 

Estima-se que, até o final do século XVII, 8 milhões de índios tenham morrido devido a essas epidemias.







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