13 de mar de 2012

La Llorona (A Mulher que Chora)

  • Lendas Urbanas - os gritos de seu fantasma têm ecoado pela Cidade do México, e assim continuarão até o fim dos tempos

La Llorona é a mais famosa lenda mexicana. É tão marcante para os naturais deste país que, mesmo descendentes de imigrantes vivendo nos Estados Unidos da América e no Canadá, afirmam ter visto La Llorona.

Afirma-se que, ao soar da meia-noite, se ouve no centro da Cidade do México um grito arrepiante, que ecoa há mais de 4 séc.

A lúgubre voz pertence a uma mulher que se lamenta: "Oh, meu filhos, meu pobres, desgraçados filhos!" Os moradores da Cidade do México se refugiavam em suas moradias durante a noite.

Isto se dava, especialmente, com os moradores da antiga Tenochtitlan, que trancavam suas portas e janelas, e todas as noites eram acordados pelos prantos de uma mulher que andava sob o luar, chorando.


É La Llorona ( a Mulher que Chora ), que com a roupa rasgada e manchada assombra a noite, chorando tragicamente sua dor.

Segundo uma lenda mexicana que data de 1550, a voz pertence a D. Luísa de Oliveros, uma Hispano-índia de grande beleza que se tornou amante de um nobre, D. Nuño de Montesclaro, a quem amava e de quem teve 2 filhos, rezando pelo dia em que se tornasse noiva.

Inexplicavelmente, porém, a assiduidade e paixão de D. Nuño começaram a abrandar de modo inquietante.

Solitária e angustiada, Luísa decidiu finalmente, uma noite, reunir toda a sua coragem e dirigir-se a opulenta mansão da poderosa e influente família Monstesclaro, na esperança de ver o seu amante e lhe pedir para que voltasse.

Aí deparou-se com uma festa sumptuosa, com que D. Nuño celebrava brilhantemente o seu casamento, que se realizara nesse mesmo dia, com uma espanhola de estirpe nobre.

Luísa correu para ele, desfeita em lágrimas e presa da maior angústia, mas o nobre espanhol afastou-a, afirmando friamente que, devido ao sangue índio que lhe corria nas veias, ela nunca poderia ter se tornado sua mulher.

Semilouca e possuída do mais profundo desespero, a jovem correu desvairadamente para casa e assassinou seus filhos com um pequeno punhal que lhe fora oferecido pelo amante.

Depois saiu de casa, coberta de sangue, e precipitou-se aos gritos pelas ruas, até que foi presa e encarcerada numa cela. Foi condenada a feitiçaria.

O corpo de D. Luísa de Oliveros, enforcada em público na Cidade do México, foi deixado balouçar como humilhação final, objeto de escárnio público durante 6 horas.

Desde então, os gritos de seu fantasma têm ecoado pela Cidade do México, e assim continuarão, segundo diz a lenda, até os fim dos tempos.

Uma outra versão do mito dizia que aqueles que procuraram averiguar a causa do pranto, durante as noites de lua cheia disseram que a claridade lhes permitia ver apenas uma espessa neblina rente ao solo e aquilo que parecia-se com uma mulher, vestida de branco com um véu a cobrir o rosto, percorrendo a cidade em todas as direções - sempre se detendo na Plaza Mayor, onde ajoelhava-se voltada para o oriente e, em seguida, levantava-se para continuar sua ronda.

Ao chegar às margens do lago Texcoco, desaparecia. Poucos homens se arriscaram a aproximar-se do espectro fantasmagórico - aqueles que o fizeram sofreram com espantosas revelações, ou morreram.

Em outras versões deste mito, diz-se que: Uma versão da lenda é de origem mexicali, e narra que esta misteriosa mulher era a deusa Cihuacóatl, que vestia-se com roupas da nobreza pré-colombiana e quando da conquista do México, gritava: "Oh, meus filhos! Onde os levarei, para que não acabe por perdê-los?", e realizava augúrios terríveis.

Uma versão diz que A Chorona era a alma de la Malinche, penando por trair os mexicanos durante a Conquista do México.

Outra relata a tragédia de uma mulher rica e gananciosa que, enviuvando-se, perdeu a riqueza e, não suportando a miséria, afogou seus filhos e matou-se, mas retornou para penar por seus crimes.

Seria, por outra, uma jovem apaixonada que morrera um dia antes de casar-se, e trazia para seu noivo um buquê de rosas, que nunca chegou entregar.Uma variante relata que seria uma esposa morta na ausência do marido, a quem voltaria para dar um beijo de despedida.

Diz, ainda outra versão, que esta mulher fora assassinada pelo marido e aparecia para lamentar sua morte e protestar sua inocência.Outra variante diz, que ela fora uma princesa inca que tinha se apaixonado por um soldado espanhol.

Eles viveram um grande romance e tiveram um filho. Para ele, era um filho bastardo, e casou-se com outra. A princesa então afogara a criança, e o arrependimento pelo seu crime a fizera morrer.

Já outra versão, baseada na versão venezuelana, diz que esse seria um espírito de uma mulher que depois de descobrir as traições do marido teria tido um surto de loucura e teria afogado seus filhos.

Depois de tomar consciência do que fez, ela teria se matado. E agora, ela vaga pelas estradas punindo com a morte os homens infiéis.






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