13 de out de 2012

Obsessão por limpeza leva mulher a lavar as mãos 300 vezes por dia


  • Ex-funcionária de laboratório demorava 5 horas por dia no banho

Ser escravo do TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), DEVE SER ALGO INSUPORTÁVEL, pois não poder lutar com ato insanos que seu corpo faz é algo inimaginável para quem não tem esse problema. E se você tem esse problema, a melhor maneira de combater é procurar um tratamento, pois geralmente, esse transtorno acaba com a vida profissional e social da pessoa.

Julia Abdullah, uma moradora da Malásia de 40 anos, tinha uma obsessão por limpeza. Por trabalhar em um laboratório, a mulher manipulava com frequência amostras de urina, fezes, assim como de sangue para testes de HIV, o que fazia com que ela, gradativamente, aumentasse seus rituais de limpeza e higienização.

Contudo, a mulher desenvolveu uma transtorno obsessivo-compulsivo em relação à higiene, chegando o ponto de lavar as mãos 300 vezes por dia, além de passar 5 horas no banho e lavar o cabelo 25 vezes por dia. Julia contou ao "Malaysia Chronicle" que, devido às suas práticas, não conseguia chegar no trabalho no horário, o que fez com que perdesse seu emprego.


A situação só piorou depois que ficou desempregada: Abdullah começou a procurar objetos jogados fora que pudessem ser vendidos para pagar suas contas de casa. A situação tomou proporções tão deseperadoras que a casa de dois cômodos, na qual vivia, ficou completamente coberta pelo lixo, obrigando sua mãe a dormir nas escadas, já que na residência não havia ventilação ou luz natural.

Cansada e irritada pela situação, que já se estendia por quase 20 anos, Julia ficou sem tomar banho por três meses e até pensou em suicídio. Felizmente, a mulher procurou ajuda na Associação para Saúde Mental de Cingapura (SAMH, em inglês) e iniciou um tratamento. Abdullah afirmou ao jornal que já conseguiu retomar à vida normal, e aceitou participar de uma exposição organizada pelo IMH (Instituto de Saúde Mental de Cingapura, em tradução livre), que tem o objetivo de alertar sobre a impotância da saúde mental.





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