5 de out de 2016

Jovem em coma sinaliza momentos antes dos médicos tentarem desligar as máquinas

Sam Hamming, uma estudante britânica de 22 anos, perdeu uma orelha, quebrou o pescoço e sofreu danos cerebrais graves em razão do impacto causado por um capotamento de carro.

Ela então foi colocada em coma e os médicos avisaram os pais que se preparassem para o pior. Após 19 dias do incidente, a família foi aconselhada a desligar o suporte de vida. No entanto, momento antes de o fazer, Sam foi capaz de sinalizar com um dos dedos dos pés que ainda estava bem. Agora, apesar dos danos sofridos, ela reaprendeu a andar e falar e ainda mantém o sonho de um dia se tornar advogada, segundo informações do jornal inglês Daily Mail.

Hamming foi apelidada de “milagre ambulante”, após ter conseguido mexer os dedos momentos antes de ter sua vida encerrada pelo desligamento dos aparelhos. A jovem sofreu ferimentos graves na cabeça no momento em que o carro em que viajava com o namorado, Tom Curtis, de 21 anos, capotou. O rapaz sofreu ferimentos leves, mas o impacto da colisão fez com a cabeça de Sam atravessasse a janela, ao passo que acabou perdendo uma orelha, quebrou ossos no pescoço e braços, e sofreu graves lesões no cérebro.

Sem qualquer esperança de recuperação, ela foi levada ao hospital, onde os cirurgiões realizaram uma operação de seis horas antes de colocá-la em coma induzido. No entanto, pouco mais de duas semanas depois, eles confirmaram a morte cerebral e aconselharam os pais a desligarem os aparelhos.



“Nós nos reunimos no quarto dela e começamos nossas despedidas. Eles desligariam a máquina e eu gritei”, disse a mãe, Carol. “Mas, incrivelmente, Sam balançou o dedo grande do pé” e os médicos rapidamente a tiraram do coma induzido.

Dias depois, ela já mostrava sinais de melhora e até conseguia respirar sozinha. Ainda, para surpresa de todos, em apenas oito semanas, recebeu alta.

Agora, Sam, que antes do acidente cursava Direito pela Universidade de Bangor, reaprendeu a falar e andar. Mesmo com uma parte do cérebro danificada, ela reafirmou seu desejo de retomar os estudos para se tornar uma advogada. “Minha fala está boa e eu quero melhorar ainda mais. Antes do acidente, eu queria ser uma advogada e essa ambição não mudou. Eu ainda quero seguir a carreira”, disse ela.

Foto tirada momentos antes do acidente, acompanhada de seu namorado.


  • Os diferentes níveis de consciência

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos médicos que tratam pacientes que sofreram lesões cerebrais graves está em diferenciar coma, estado vegetativo e consciência mínima.

Basicamente, o coma é quando uma pessoa não apresenta quaisquer sinais que indiquem estar acordada ou consciente. Ela geralmente se encontra de olhos fechados e sem responder a qualquer ruído ambiente ou dor.

Já no estado vegetativo, o paciente tende a apresentar olhos abertos e períodos de sono e vigília. Eles não têm consciência de si mesmos ou pessoas ao redor. Não podem pensar, responder ou realizar qualquer ação.

Para os casos de consciência mínima, o paciente apresenta sinais intermitentes e mínimos de consciência – como o próprio nome sugere – bem como do ambiente ao redor. Houve casos em que pacientes nestas condições conseguiram descrever o que estava acontecendo ao redor.

Em um estudo publicado no New England Journal of Medicine, pesquisadores mostraram que exames específicos poderiam ajudar a detectar estes diferentes níveis de consciência em pacientes. Ainda, no início deste ano, pesquisadores da Dinamarca, Bélgica e Universidade de Yale, sugeriram que quantidades de açúcar consumidas pelas células cerebrais poderiam mostrar o nível de consciência de uma pessoa.






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