7 de set de 2015

Cientista cria braço de macaco no laboratório pela primeira vez, abrindo esperança para regeneração de membros

  • Em um laboratório dos EUA, cientistas deram um passo adiante na descoberta de uma técnica para criar e desenvolver membros humanos.
Eles foram capazes de simplificar o braço de um macaco, deixando apenas suas células individuais. Com infusões de células, um novo membro poderá crescer, tornando-o novamente funcional, com circulação sanguínea, estrutura óssea, músculos e cartilagem.

O responsável pela condução da nova pesquisa é Harald Ott, diretor do Laboratório de Reparação e Regeneração de Órgãos do Massachusetts General Hospital, nos EUA. A nova técnica, caso seja aprimorada e levada adiante, poderia ser uma opção às próteses ou aos transplantes, que possuem limitações de movimento e controle. Em transplantes, também há riscos de infecções e de câncer. Com a técnica de Ott, seria possível implantar membros funcionais nos amputados de forma perfeita.

Usando células do próprio corpo, novos membros seriam criados sob medida, quase não oferecendo riscos de ataque do sistema imunológico. E já deu certo em alguns casos. Ott conseguiu criar pulmões e um coração, ambos funcionais, além de regenerar o braço de um rato em laboratório.

O passo seguinte aconteceu em um teste com macacos. Utilizando células progenitoras de humanos, que são semelhantes às células-tronco, o braço de um macaco foi estimulado, para que células e vasos sanguíneos sejam criados com tal recurso. 

“O objetivo é a formação de um sistema vascular totalmente alinhado”, explicou Ott.

Quando um membro a ser regenerado é encontrado, suas células são retiradas com uma solução salina e detergentes, em um processo chamado “deceularização”, que demora algumas semanas até ser finalizado, mudando a natureza do tecido.

Apenas depois desse processo as células progenitoras são inseridas, na etapa da “recelularização”. Ambas as etapas ocorrem em um ambiente propício, com temperatura regulada, pH, umidade e níveis de oxigênio e pressão. A recelularização é feita dentro de um biorreator de estímulo, que fornece nutrientes.

Porém, a prática ainda está longe do fim e precisa ser estudada com empenho. “O desafio é a sua natureza composta. Membros contêm músculos, ossos, cartilagem, vasos sanguíneos, tendões, ligamentos e nervos, cada um dos quais tem que ser reconstruído e exige uma estrutura de suporte específica”, explica Ott.

Primeiramente, é preciso criar as células e os vasos sanguíneos. O próximo passo será a tentativa de reconstrução dos músculos e do tecido conjuntivo. Em seguida, ossos, cartilagem e gordura. “O importante é, eventualmente, deixar que o membro torne-se funcional novamente. Eu vou viver para ver a aplicação clínica disso”, concluiu o cientista.


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