27 de mai de 2011

Morre aos 104 anos a milionária mais misteriosa de Nova York

  • Uma misteriosa mulher que se isolou do mundo e pouco se sabe de sua vida


Foto da milionária Huguette Clark Gower 1930
Huguette morreu nesta quarta aos 104 anos
Nova York, 25 mai (EFE).- A misteriosa milionária Huguette Clark, herdeira de uma das maiores fortunas dos Estados Unidos, morreu aos 104 anos em um hospital de Nova York onde ela mesma havia se internado há anos, embora o contato com o mundo exterior já tenha sido cortado há oito décadas.

"A morte da senhora Clark é uma triste notícia para todos que a amaram e a respeitaram ao longo dos anos. Morreu como quis, com dignidade e privacidade. Vamos continuar respeitando seu desejo de privacidade", disse seu advogado Michael McKeon em comunicado divulgado nesta quarta-feira.

Membro da alta sociedade nova-iorquina, Huguette convivia com proeminentes famílias como os Rockefeller, os Astor e os Guggenheim. Casou-se aos 22 anos e, após um breve matrimônio, decidiu se enclausurar em uma mansão da Quinta Avenida de Manhattan, repleta de obras de arte e com vista para o Central Park.

Durante as duas décadas que passou reclusa no hospital nova-iorquino onde faleceu e onde se internou apesar de não ter problemas graves de saúde, a mulher viveu rodeada de bonecas antigas e praticamente nunca recebia visitas, publicou o jornal "The Wall Street Journal".


A vida da rica herdeira era praticamente desconhecida até que, no ano passado, a emissora "MSNBC" contou sua história e questionou se sua fortuna, avaliada em mais de US$ 500 milhões, estava sendo bem administrada por seus advogados.

A Promotoria de Manhattan mantém uma investigação dessa denúncia a pedido de seus familiares, que Huguette se negava a receber, segundo o jornal "Daily News", que afirma que a bilionária estava registrada no hospital com um nome falso.

O apartamento de Huguette na Quinta Avenida era considerado o maior da via. Além desse imóvel, ela tinha uma mansão de US$ 100 milhões na Califórnia e uma propriedade de US$ 24 milhões em Connecticut.

A misteriosa filha de um dos "reis do cobre" do século XIX - e que chegou a ser o segundo homem mais rico do país - jamais viveu nos imóveis que tinha fora de Nova York, de acordo com o "Daily News".

Huguette se casou em 1928 com um homem de uma família com certo reconhecimento social, embora "os artigos de fofoca (da época) comentassem que ela valia milhões, enquanto ele era um empregado de Wall Street que ganhava US$ 30 por semana", informa o "The Wall Street Journal".

Após dois anos, Huguette se divorciou e abandonou a vida pública. Sem herdeiros, deixa uma fortuna de US$ 500 milhões. Sua fotografia mais recente, acredita-se, foi tirada há 80 anos.

Fonte: uol

Que história mais sinistra. A mulher simplesmente se escondeu do mundo. Mais uma prova que dinheiro não é tudo. Mulher milionária e infeliz.

. . . .

3 comentários:

Anônimo disse...

"Mulher milionária e infeliz." E desde quando isolar-se é sinônimo de infelicidade cavalheiro? Não seja tão genérico, afinal, estamos cansados de saber que opinião, tão quanto estilo de vida é igual a nariz: cada um tem o seu. Eu por exemplo me sinto deprimida e irratada enquanto rodeada de gente, é sozinha que fico mais contente. Cada um é cada um. Enfim, no mais, parabéns pelo blog! O conheci hoje e estou gostando muto.

Anônimo disse...

Concordo com o comentário acima.

J. Gabriel disse...

Queridos. esse tipo de comportamento é psicologicamente doentio. Não tem nada haver com questões de gosto. Alias esse negocio de gosto tem protegido muita banalização. Então recomendo doses homeopáticas de cuidado e alto-critica.

É irrefutável a necessidade de convívio social no animal humano, fato comprovado por diversas pesquisas psicológicas.

Fora o fato de que esta moça apresentou diversas outras "dicas" de sua psicopatologia.

Existe diversos outros artigos na internet. Inclusive de analises psicológicas. Divirtam-se ^^

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