15 de abr de 2015

Paciente do primeiro transplante de cabeça do mundo pode enfrentar destino "pior que a morte"

  • De acordo com especialistas e o resultado pode levar ele a loucura, caso fique vivo

Valery Spiridonov, que sofre da debilitante doença de Werdnig-Hoffmann, diz que está feliz por ser o primeiro paciente da cirurgia experimental de transplante de cabeça realizada, apesar dos riscos que ela carrega.

Porém, nem todos estão do lado de Spiridonov. Hunt Bätjer, presidente eleito da Associação Americana de Cirurgiões Neurológicos, acredita que a cirurgia seja muito arriscada para ser realizada no momento. "Eu não desejo isso a ninguém”, disse em entrevista para a CNN. “Eu não permitiria que ninguém fizesse isso comigo, pois há uma infinidade de coisas piores do que a morte".

O especialista acredita que há o risco do rapaz de 30 anos sofrer níveis de insanidade que ele jamais tenha experimentado, após o processo cirúrgico.

A operação está prevista para ser realizada pelo cirurgião italiano, Sergio Canavero, que comandará uma equipe de 150 médicos e enfermeiros.


O Dr. Canavero foi descrito como "louco" por Arthur Caplan, diretor de ética médica no Centro Médico Langone, da Universidade de Nova Iorque.

Logo depois que a operação experimental foi anunciada, Caplan advertiu que pacientes de transplante de cabeça “acabariam sendo sobrecarregados com diferentes percursos e químicas excessivas, podendo fazer com que eles enlouquecessem”.

Independente das críticas e opiniões controversas, Canavero continua arrecadando fundos para a operação. Líderes da Igreja também bateram de frente com seus planos.

Um transplante de cabeça foi realizado em um macaco de 45 anos mas ele viveu por apenas oito dias depois do corpo rejeitar completamente a “nova” cabeça. O animal ficou incapaz de respirar e de se mover, já que a medula espinhal precisa ser completamente cortada para o procedimento.






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4 comentários:

william haddad disse...

para tudo existe um começo...

Anônimo disse...

Na realidade seria transplante de corpo, já que nossa identidade psicológica esta na cabeça.

Anônimo disse...

Exatamente Willian, como o próprio médico disse em uma entrevista, a algumas décadas atrás quando o primeiro transplante de coração estava pra ser realizado com toda certeza disseram a mesma coisa, que o médico era louco, que era o Dr. Frankstein, etc...
Como você mesmo disse, pra tudo tem um começo, pode ser que daqui 30-40 anos seja normal os transplantes de cabeça, só o tempo dirá.

gessyka disse...

queria saber se n muda a personalidade, bom...a pessoa em si, tipo, se colocarem outro cérebro, sera a cabeça do homem morto que irá permanecer, e não ele. tomara q possa haver grandes descobertas. vamos esperar.

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