3 de jun de 2016

Mulher que salvou 30 mil crianças é agraciada com prêmio de 1 milhão de dólares

Em 1993 eclodiu a guerra civil no Burundi. O conflito, que era o resultado divisões étnicas de longa data entre os hutus e os grupos étnicos tutsi, duraria 12 anos e reivindicaria as vidas de aproximadamente 300.000 pessoas. 

Com a surgimento da guerra, Marguerite Barankitse, uma tutsi, tentou esconder 72 de seus mais próximos vizinhos hutus para mantê-los a salvo de perseguições. Infelizmente eles foram descobertos e executados e ela foi forçada a assistir.

Alguns meses depois deste incidente horrível, Marguerite se inspirou para começar a sua missão na diocese onde ela trabalhava, cuidando de crianças e refugiados. Ela criou um ambiente, em plena guerra, onde tanto hutus como tutsis poderiam buscar refúgio e salvou cerca de 30.000 crianças durante a terrível guerra civil. Em 2008, ela abriu um hospital que tratou mais de 80.000 pacientes até à data.

Agora, em 24 de Abril de 2016, Marguerite foi nomeada como a primeira laureada com direito a receber 1 milhão de dólares do Prêmio Aurora para o Despertar da Humanidade. Em uma cerimônia realizada em Yerevan, Armênia, Marguerite foi reconhecida pelo extraordinário impacto que proporcionou na economia de milhares de vidas e por cuidar de órfãos e refugiados durante os anos de guerra civil no Burundi.





Marguerite pretende doar o prêmio para três organizações, a fim de avançar na ajuda e reabilitação de crianças refugiadas e órfãos, e lutar contra a pobreza infantil. Estas organizações são: a Fondation du Grand-Duc et de La Grande-Duchesse du Luxembourg, Fondation Jean-François Peterbroeck (JFP Foundation), e a Fondation Bridderlech Deelen Luxemburgo.

Quando ela recebeu o prêmio do co-presidente da comissão de seleção do Prêmio Aurora, George Clooney, Marguerite foi simples, mas enfática:

- Os nossos valores são os valores humanos. Quando você tem compaixão, dignidade e amor, então nada pode assustá-lo, nada pode pará-lo. Ninguém pode parar o amor. Nem exércitos, nem o ódio, nem a perseguição, nem a fome, nada..."

Marguerite serve como um lembrete do impacto que uma pessoa pode ter, mesmo quando se depara com uma perseguição aparentemente insuperável e pela injustiça. O reconhecimento a coragem, empenho e sacrifício desta mulher deve nos servir de inspiração para que nos proponhamos a fazer o que pudermos em nome daqueles cujos direitos são violados e que precisam da nossa solidariedade e apoio.

Em nome dos sobreviventes do genocídio armênio e em gratidão a seus salvadores, os laureados do Prêmio Aurora serão homenageados anualmente com uma doação de 100.000 dólares, bem como com a oportunidade única de continuar o ciclo de doar para  organizações a sua escolha que inspiraram seu trabalho até um montante de 1.000.000. Os agraciados serão reconhecidos pelo impacto excepcional proporcionados por suas ações na preservação da vida humana e por promover causas humanitárias.



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