13 de ago de 2016

A outra cara da Finlândia: suicídios, álcool e violência de gênero

São donos do melhor sistema escolar do mundo. Seu desenvolvimento e crescimento econômico dos últimos anos parecem dar uma luz de esperança dentro do que hoje é o mundo. Seus políticos são muitas vezes realmente respeitáveis. Então, por que razão não são felizes? Essa é a pergunta que muitos se fazem sobre a Finlândia, considerada modelo de sociedade avançada, mas que guarda um lado muito, mas muito escuro, e não me refiro precisamente à grande quantidade de bandas de Black Metal que emergem dessas geladas paisagens.

A Finlândia é hoje um exemplo de desenvolvimento, mas ao mesmo tempo deve lidar com as mais altas taxas de suicídios, homicídios, e violência de gênero, vinculados ao excessivo consumo de álcool entre a população. Este país conquanto não é o número um em alcoolismo, sim está dentro dos que mais bebem. Por que isso acontece?


Segundo seus próprios habitantes, existe algo bem como uma dupla moral na Finlândia: por um lado não há problema em que você encha a cara a cada fim de semana, já que caso contrário, você não é um autêntico homem. Se alguém não bebe, recebe as pressões do restante. 

Mas sim essa pessoa começa a sofrer problemas com o álcool, então é abandonado e assinalado como um perdedor, e esses mesmos que lhe animaram a beber até cair recusarão que a sociedade pague seu tratamento.

O fator principal deste gosto pelo álcool é a busca da desinibição e as ruptura com as barreiras emocionais próprias do caráter finlandês. Também há fatores externos como a localização geográfica, as baixas temperaturas e a falta de luz solar que afetam o estado de humor da população. Os invernos são gelados e decorrem lentamente, às vezes não há luz do sol durante 51 dias seguidos e se a isso somarmos temperaturas mínimas de 40 graus abaixo de zero, então que mais fazer do que beber?

- "Temos uma forte tradição de beber nos sábados. Se você fizer bem o seu trabalho e cuidar de sua família, então tem direito a uma boa dose. Isto significa que beber se transforma, quase por definição, em algo que deve denotar respeito e maturidade", diz Antti Maunu, diretor de uma associação contra o alcoolismo.




O problema com o consumo indiscriminado do álcool também gerou um aumento no nível de violência dos finlandeses, segundo conta Mari Hietala, uma fisioterapeuta ocupacional.

- "Há muitos homens que maltratam suas mulheres em casa. Toda a comunidade sabe do que está acontecendo, mas ninguém fala nada."

O preocupante é que não é só um tema psicológico, senão que traz muito problemas físicos. Sem ir mais longe, ao redor de 25% dos pacientes dos hospitais finlandeses estão ali por problemas com o álcool. A despesa fiscal atinge os 21 bilhões de reais ao ano, e, se acrescentados os custos indiretos, a soma ascende aos 36 bilhões. A cifra cobra sua verdadeira dimensão ao ser comparada com o orçamento do país de 180 bilhões.

O que dizem as autoridades? Atualmente, as políticas da Finlândia estão orientadas em investir em prevenção ao mesmo tempo de tratar aos doentes que já sofrem os efeitos colaterais do abuso do álcool. Mas trata-se de uma decisão complexa, pois estimam que verão os resultados apenas em 15 anos. Ademais, ao estar em momentos de crises, os finlandeses decidiram cortar as áreas especializadas em alcoolismo. Eles justificam dizendo que os problemas são de responsabilidade dos alcoólatras e que como nação não corresponde a eles tratar esse problema.

Ao que aparece, como em outros lugares do mundo nem tudo que brilha é ouro na Finlândia; e mais, quase nada brilha por lá e é por isso que bebem em excesso. Tudo bem que tenham sistema de gestão, econômicos e administrativos que o resto do mundo deveria se espelhar, mas dá para notar que há algo de muito podre com a República da Finlândia.




Fonte



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