8 de mar de 2013

Ilha das cobras vai ser bombardeada com cadáveres de ratos envenenados


A ilha de Guam, nas Ilhas Marianas, vai ser bombardeada com múltiplos de cadáveres de ratos envenenados a fim de controlar a população de cobras, que tem mordido os habitantes e roído os cabos de alta tensão, cortando a energia no local.

Estas cobras da espécie Boiga irregularis, que podem crescer até aos três metros, têm provocado a miséria no pequeno território desde há 60 anos, depois de terem sido trazidas inadvertidamente por barcos da forças militares norte-americanas após a 2ª Guerra Mundial.

Agora, teme-se que estes espécimes apanhem boleia em aviões na base militar dos EUA rumo ao Havai, onde poderiam limpar a vida selvagem.

Como resultado, cientistas do governo norte-americano vão despejar cadáveres de ratos com veneno em torno da base aérea Andersen, que está rodeada de vegetação.


Os peritos estimam que existem dois milhões de espécimes da Boiga irregularis em Guam, dizimando a vida selvagem local, mordendo os residentes e até cortando a energia por via de danos aos cabos de alta tensão.

A maioria das espécies de aves nativas de Guam foi extinta devido às cobras, responsáveis por estragar a imagem de Guam como destino paradisíaco.

"Estamos a levar isto a uma nova fase", disse Daniel Vice, assistente director dos serviços de vida selvagem para Guam, Havai e Ilhas do Pacífico, do Departamento de Agricultura norte-americano. "Não há realmente nenhum lugar no mundo a ter problemas com cobras como Guam", acrescentou.

Estes répteis conseguem subir postes, paredes, fios, e esgueiram-se para dentro de casas, mordendo os habitantes. Embora usem sobre as presas veneno, este composto não é fatal para os seres humanos.

Os cadáveres de ratos que serão espalhados no local estarão recheados de acetaminophen, ingrediente activo presente em analgésicos, como o Tylenol.

Estes ratos mortos serão lançados de um helicóptero, à mão, um a um, a partir de Abril e até Maio, segundo a SkyNews.

Esta estratégia está a ser aperfeiçoada há mais de dez anos, com o apoio do Ministério da Defesa e do Departamento de Segurança Interna dos EUA.

Para impedir que os cadáveres lançados atinjam o chão, onde poderiam ser comidos por outros animais (que não as cobras), ou atrair insectos quando começassem a apodrecer, foi desenvolvido um sistema para os manter nos ramos das árvores.

Através de um sistema de flutuação, que envolve fios, os ratos mortos deverão manter-se ao nível do topo das árvores, onde as cobras habitam e se alimentam.





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Um comentário:

André disse...

Ninguém mora lá, não há necessidade de tanto, concorda?

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