13 de dez de 2015

Vídeo chocante mostra bebês que nascem dependentes de drogas

  • O vídeo mostra o tremor incontrolável nas pernas por abstinência de heroína

Um vídeo perturbador revela um bebê em um berço, na maternidade, tremendo as pernas violentamente e se contorcendo. Isso porque, apesar de ter apenas algumas semanas, ele está sofrendo os efeitos de abstinência de drogas, tendo nascido viciado em opiáceos.

A cada 19 minutos, uma criança nos EUA nasce com uma dependência de opiáceos, herdada de suas mães viciadas. Essas primeiras semanas são longas, agonizantes e angustiantes para o bebê, enquanto luta com a síndrome de abstinência neonatal. A condição pode causar fortes tremores e choro incontrolável, por apertar seus músculos e, por vezes, causar falta de ar.

O vídeo é parte de uma reportagem feita pela Reuters para mostrar a terrível realidade de bebês nascidos com dependências de drogas, por herança de suas mães viciadas, enquanto eles ainda estão no útero. Os EUA, local onde o vídeo foi gravado, vive uma epidemia de dependência de opiáceos, que se estende às mulheres grávidas. Mais de 130 mil crianças no país nasceram viciadas em drogas ao longo da última década. Cada uma delas têm sofrido os sintomas da síndrome de abstinência neonatal, que são semelhantes à de adultos viciados em heroína.

Uma lei federal aprovada há 12 anos obriga os Estados a tomarem medidas para proteger esses bebês depois que eles deixam o hospital. Porém, este esforço é falho no país, e as crianças continuam em risco. Recentemente, uma das mães viciadas, Jennifer Lacey Frazier, terminou o tratamento para se livrar das drogas e teve aulas de como ser mãe. No entanto, a ajuda chegou tarde demais para salvar sua filha, Jacey.

O bebê herdou não apenas seus lindos olhos azuis, como também sua dependência em drogas. Jacey passou duas semanas sofrendo com a retirada da substância no organismo. No caso, era metadona, um narcótico do grupo dos opióides que Frazier tomou durante a gravidez para controlar um vício em analgésicos prescritos. Seis meses depois, a menina estava morta. Frazier escreveu uma carta da prisão, que dizia: “Gostaria que os serviços sociais tivessem ido em minha casa, investigado, falado comigo, verificando Jacey. Eu não apenas deslizei através das rachaduras no sistema, eu caí na garganta do inferno”.

A reportagem identificou 110 casos, desde 2010, semelhantes aos de Jacey, ou seja, de bebês e crianças cujas mães usaram opiáceos durante a gravidez e que mais tarde morreram. Não foi a dependência que matou essas crianças. Elas conseguiram superar a luta contra as drogas logo após saírem do hospital.

No entanto, o que selou seu destino era a liberação para a casa de famílias mal equipadas e sem preparo para cuidar dos bebês. Mais de 40 recém-nascidos morreram sufocados. Treze morreram após a ingestão de doses tóxicas de metadona, heroína, oxicodona ou outros opiáceos. Em um caso, um bebê em Oklahoma morreu depois que sua mãe, dopada de metanfetamina e outras drogas, colocou a filha de 10 dias em uma máquina de lavar com as roupas sujas.

Os casos ilustram falhas fatais nas tentativas de abordar, o que o presidente Barack Obama chamou de "epidemia" de dependência de opiáceos. A crise é alimentada pela disponibilidade de analgésicos de prescrição e heroína barata.

Em 2003, quando o Congresso aprovou um programa social de apoio, cerca de 5.000 bebês dependentes de drogas nasceram nos Estados Unidos. Esse número tem crescido, desde então. Usando registros de alta hospitalar, a Reuters registrou mais de 27 mil casos diagnosticados de recém-nascidos dependentes de drogas, em 2013 - o último ano com dados disponíveis. Em média, um bebê nasceu dependente de opiáceos a cada 19 minutos.

A lei federal apela aos Estados para proteger cada um desses bebês, independentemente de as suas mães terem tomado medicamentos ilícitos ou prescritos. Os profissionais de saúde não pretendem tratar os bebês no hospital. Eles, supostamente, deveriam alertar as autoridades de proteção à criança para que os assistentes sociais possam garantir a segurança do recém-nascido após o hospital enviar as crianças para casa.

Porém, a maioria dos estados estão ignorando as disposições federais, deixando milhares de recém-nascidos em risco todos os anos. Estatutos ou políticas nos cinco estados restantes para aprovar a lei são obscuras e confusas, mesmo para os médicos e trabalhadores de proteção à criança. Em três quartos dos 110 óbitos identificados, a mãe estava ligada à morte de seu filho. Em outros, seu namorado, marido ou outro familiar. Em 75 dos casos, os voluntários de proteção à criança foram notificados, mas não tomaram medidas de proteção previstas na lei federal. Em muitos casos, os hospitais não relataram a condição de um bebê dependente de drogas aos serviços sociais e a criança morreu depois de ser mandada para casa.

Os programas, apesar de falhos e poucos, estão espalhados pelo país. O ex-deputado Jim Greenwood, um republicano da Pensilvânia, que foi o autor do disposto na lei federal 2003, disse: “O fato de que uma mãe está em tratamento é uma coisa boa. Mas isso não prova que ela tem um lugar seguro para morar. Isso não prova que ela sabe criar uma criança. Não diz nada sobre a situação do bebê. Tudo isso tem a ver sobre como proteger o bebê”.

Confira o vídeo abaixo:








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