5 de jan de 2016

Alemanha inaugura parte de uma rodovia para bicicletas de 100 quilômetros

A necessidade de oxigenar as cidades e estradas, converteu-se em um objetivo primordial na corrida contra a mudança climática, e as terríveis consequências derivadas disso que já estamos sofrendo. 

Como exemplo, a Alemanha está levando suas famosas Autobahns a um novo nível ao criar uma para ciclistas. Sim, exatamente como você lê. Estão construindo uma rodovia de 100 quilômetros apenas para bicicletas, e os ciclistas já podem pedalar pelos primeiros 5 quilômetros recém inaugurados.

O projeto promete ser o sonho de todo ciclista: uma pista sem semáforos, caminhões e aglomerações de veículos, pela qual qualquer ciclista poderá circular ininterruptamente ao longo de 100 quilômetros entre 10 cidades do oeste do país, incluindo Duisburg, Bochum e Hamm. Por enquanto, só se abriu um primeiro trecho de 5 km, mas se espera que a autopista ligue 10 cidades da parte oeste do país, entre as que figurarão Duisburg, Bochum e Hamm, e quatro universidades.


Segundo um estudo de uma agência governamental, esperam que a "ciclobahn" seja utilizada por mais de 2 milhões de ciclistas diariamente. Se traduzimos este dado em redução de carros, estaríamos falando de 50.000 veículos a menos na região, já que esperam que muitos cidadãos deixem seus carros estacionados em casa para ir ao trabalho.

O projeto, que supõe um orçamento total de 800 milhões de reais, deverá ser financiado pelo estado e municípios que compreende, e será construído sobre as vias de uma ferrovia abandonada na região industrial de Ruhr.

No entanto, como todo projeto, este não está isento de críticas dentro da própria Alemanha. Alguns cidadãos acham que há muito marketing em torno da proposta, já que vários quilômetros já existem e são usados diariamente. Portanto, se isto for verdade, não estaríamos falando de um projeto inovador, senão bem mais de uma ampliação ou uma remodelagem que ligaria várias ciclovias.

Ainda que teremos que esperar para ver os 100 km da rodovia terminados, não dá para negar que a proposta entusiasma encarecidamente e causa inveja a qualquer ciclista pelo mundo. Afinal a demanda em alta pelas bicicletas, inclusas as elétricas, e as infra-estruturas necessárias para poder usar as magrelas, suporiam, além de uma revolução no setor dos transportes, uma medida claramente eficaz para lutar contra a poluição e o aquecimento global.











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