18 de mai de 2016

Criança de 3 anos morre após andar 19 Km em um suposto tratamento alternativo para autismo

No mês passado, a China foi palco de um escândalo médico envolvendo um menino de três anos diagnosticado com autismo. A criança morreu depois de passar por questionáveis métodos de tratamentos realizados por um “instituto” particular em Guangzhou.

A mãe, Zhang Wei, recebeu um telefonema informando que seu filho havia morrido em um hospital local, no dia 26 de abril. Assim, no dia seguinte, ela foi até o necrotério para ver o corpo do menino. Em um extenso relatório compartilhado pelo WeChat, Zhang diz que mal pode reconhecê-lo, pois ele estava muito bronzeado, mais magro e tinha arranhões por todo o corpo.

Eventualmente, Zhang descobriu a verdade sobre o que tinha acontecido. Segundo relatórios locais, no dia em que morreu, o menino tinha sido orientado a andar cerca de 10 km, enquanto vestia roupas pesadas. Após um breve período de almoço, seguido de uma soneca, ele foi obrigado a andar mais nove quilômetros. 


Esse tipo de método, semelhante a um treinamento militar, é o ponto base do tratamento realizado em Tiandao Zhengqi, um centro privado de reabilitação, administrado por Xia Dejun, um praticante autodidata que acredita que o autismo está diretamente ligado a crianças mimadas e preguiçosas.

Para ajudar na “recuperação”, o tratamento envolve um regime de exercícios físicos rigorosos, que inclui forçar as crianças a andar a pé cerca de 10 a 20 km por dia. O programa de tratamento oferecido pela clínica é de três meses e chega a custar cerca de 4.799 dólares (mais de R$ 16 mil). Os pais são atualizados sobre o progresso de seus filhos através de um grupo pelo WeChat, pois não é permitido a comunicação direta durante o programa.

Agora, Zhang prometeu processar o centro e o governo local se disponibilizou a investigar os tipos de serviços oferecidos. De acordo com o jornal Global Times, a instituição não está registrada no Guangzhou Civil Affairs Bureau, que fiscaliza esse tipo de atividade, e empresas privadas de reabilitação não são obrigadas a respeitar os regulamentos estabelecidos.

Não se o que é pior, a família colocar para fazer um tratamento desse ou um lugar desse existir.


Fonte



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