15 de mai de 2016

Pesquisas revelam como anda a popularidade de Adolf Hitler na Alemanha nos tempos atuais

Uma pesquisa divulgada em 2007, pela revista alemã Stern, mostrou que, entre mais de mil pessoas entrevistadas, cerca de 25% – a maioria com mais de 60 anos de idade – achavam que o nazismo não teve apenas aspectos negativos.

Elas contaram que houveram mudanças positivas durante esse regime, como a construção de autoestradas e a valorização da família. Já para 70%, essa fase não trouxe nada de bom, conforme publicado pela BBC Brasil à época.  

Já em 2012, professores da Universidade Livre de Berlim, realizaram um estudo entre milhares de estudantes de cinco regiões da Alemanha. O resultado, ao que tudo indica, chocou a opinião pública do país e ainda lançou dúvidas sobre o sistema educacional. A pesquisa, intitulada “A Última Vitória das Ditaduras?”, mostrou que metade dos entrevistados não sabiam que Adolf Hitler era um ditador, enquanto que um terço delas acreditavam que ele era um “protetor dos direitos humanos”, conforme relatado pela Opera Mundi.


Outro resultado que chamou atenção é que 40% desses estudantes não sabiam diferenciar entre as noções de “democracia” e “ditadura”. A resposta mais comum assinalada por quatro entre dez entrevistados foi: “é tudo a mesma coisa”. Realizada sob forma de questionário, o estudo foi divulgado pelos jornais locais nesta sexta-feira (29/06).

Segundo Klaus Schroeder, professor de Ciências Políticas na Universidade Livre de Berlim, em entrevista ao jornal The Huffington Post e o italiano Corriere della Sera, o resultado da última pesquisa é chocante. “Esses estudantes não têm qualquer consciência política e não possuem qualquer ideia de conceitos como ‘liberdade de expressão’ ou ‘direitos humanos”, disse Schroeder. “Talvez a solução seja aumentar as aulas de História Contemporânea em detrimento ao estudo de outras épocas”.

Além disso, ele sugeriu que seria interessante utilizar métodos alternativos de estudos mais modernos, como por exemplo, levar os estudantes aos antigos campos de concentração do País. Essa abordagem mais prática reforçaria as noções de liberdade, direitos humanos, pluralismo e Estado de Direito, que de acordo com ele, são considerados “valores-chave”.

Um fato relevante é que o estudo em questão entrevistou mais de 7.400 jovens, entre 15 e 16 anos, e cerca de dois mil deles foram abordados enquanto visitavam memoriais de guerra da Alemanha.




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