27 de dez de 2011

Semana: origem de expressões com animais - parte 2

  • Conheça a origem de tantas frases que usamos no nosso dia-a-dia

Durante essa semana (segunda à sexta) a MIB vai trazer 6 expressões diárias sobre o tema animais.

Você tem espírito de porco ou estômago de avestruz? Ou já pagou o pato? Alguém já disse que você tem um gênio de cão? Pois essas são apenas algumas das expressões populares ligadas ao reino animal que fazem parte do nosso dia a dia. No entanto, a origem de algumas é desconhecida pela maioria das pessoas. Mas, aqui na MIB você fica sabendo como surgiu cada uma delas.
  • Boi de piranha

De acordo com o professor Ari Riboldi, "boi de piranha é aquele que se submete ou é submetido a um sacrifício para livrar outra pessoa de uma dificuldade ou da culpa".

Riboldi conta que a expressão surgiu da necessidade de atravessar o gado em um rio com piranhas. 

O boiadeiro deveria escolher um animal velho ou doente e colocá-lo na água em local acima ou abaixo do ponto de travessia. 

 Enquanto as piranhas devoram o boi escolhido, os demais passam pelo rio sem dificuldade.





  • Fazer a vaquinha

Fazer uma vaquinha é juntar dinheiro para alguma coisa, seja ajudar alguém, dividir algo etc. Segundo Ari Riboldi, a expressão surgiu de uma prática de premiação de clubes de futebol sob o nome de bicho.

Em 1923, a torcida do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, resolveu estimular os atletas do time em determinado jogo. Assim, passaram a arrecadar dinheiro para premiar os jogadores em valores proporcionais aos resultados alcançados em campo.

O valor tinha inspiração nos números do jogo do bicho: o cinco, do cachorro, equivalia a 5 mil réis, o prêmio pago por um simples empate; o 10, do coelho, correspondia a 10 mil réis, prêmio por uma vitória comum (1 a 0, por exemplo); já o número da vaca (25) era o que estipulava o melhor prêmio - 25 mil réis - por grandes vitórias, contra adversários mais fortes ou em partidas decisivas.

O dinheiro era arrecadado entre os torcedores e acabou virando a famosa "vaquinha".


  • Pagar mico

A expressão geralmente surge em situações embaraçosas. Diz-se que "pagou mico" aquele que passou vergonha, deu um vexame.

Conforme descreve Riboldi, no baralho do jogo infantil 'Mico Preto', cada carta corresponde à figura de um animal, com macho e fêmea, constituindo, assim, o par. Somente o mico não tem par. 

Formados todos os pares, o jogo termina e o perdedor é o que fica com a carta do mico na mão.






  • Lavar a égua

A expressão "lavar a égua" é usada quando alguém tem uma grande satisfação, como conquistar a vitória em um jogo ou em outra atividade em que tenha lucros. A origem estaria no turfe, o esporte dos reis e da nobreza.

Quando uma égua ganhava uma corrida, dando lucro a seu dono, este a retribuía com um banho de champanhe. 

Mas de acordo com o professor Ari Riboldi, no livro O Bode Expiatório, o privilégio era apenas das fêmeas. 

Se o vencedor fosse um macho, o destino era voltar para a cocheira.


  • Ovelha negra

Receber esse apelido não é nada agradável. A ovelha negra é aquela cuja conduta inadequada destoa da família ou de um grupo social. Normalmente, o dono dessa alcunha tem um comportamento desagregador, desajustado ou violento.

Ari Riboldi diz que a expressão tem origem no fato de que "nas religiões pagãs antigas, todo o animal preto era visto como força das trevas". Muitas vezes, inclusive, os animais dessa cor eram sacrificados em homenagem aos deuses. 

Além disso, os pastores preferiam as ovelhas brancas porque sua lã podia ser tingida, ao contrário das de cor preta. Portanto, os animais da cor negra tinham menor valor no mercado.

Foi com o passar dos anos que a expressão ganhou o uso que tem hoje e passou a classificar qualquer pessoa que se destaca de forma negativa em um grupo. É o diferente, aquele que não se enquadra no rebanho.


  • Matar cachorro a grito

A expressão que define um indivíduo em situação de extrema dificuldade, num beco sem saída, ou até mesmo com carência sexual ou sem dinheiro para nada, tem em sua origem no fato de os cães possuírem dois sentidos extremamente destacados: olfato e audição.

Segundo o professor Ari Riboldi, com 30 vezes mais tecidos sensoriais do que o ser humano, os cachorros ouvem sons quatro vezes mais distantes, além de escutarem coisas inaudíveis ao homem. Por este motivo, podem ficar abalados, sensíveis e nervosos com fortes decibéis. Alarmes, trovões, rojões e outros ruídos altos são extremamente desagradáveis.

A partir disso, é possível provocar a morte de um cão com gritos ou sons estridentes. No caso de um ataque canino, em situação desesperadora, poderia o homem salvar-se caso consiga gritar tão alto a ponto de ferir os ouvidos do animal, fazendo-o desistir da investida. Tarefa dura e altamente perigosa.

Semana: origem de expressões com animais - parte 1

Semana: origem de expressões com animais - parte 2

Semana: origem de expressões com animais - parte 3

Semana: origem de expressões com animais - parte 4

Semana: origem de expressões com animais - parte 5



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