22 de ago de 2014

Professor provoca revolta ao declarar que bebês com síndrome de Down devem ser abortados

  • Esse é um tipo de notícia e de pessoa que me deixa enojado

Richard Dawkins, escritor ateu e professor, afirmou ser "imoral" permitir que bebês com síndrome de Down possam nascer.

O professor de Oxford postou uma mensagem no Twitter dizendo que futuros pais que sabem que terão uma criança com a síndrome, têm a responsabilidade ética de “abortá-lo e tentar ter outro filho”.

Seus comentários polêmicos foram encarados pelas instituições de caridade como desrespeitoso, causando a fúria on-line. Ele não se abalou com os comentários e disse que sua posição era “muito civilizada”, pois os fetos “não têm sentimentos humanos”.

Ele continuou com as declarações “fortes” dizendo que: “O aborto é humano? O feto pode sofrer?”. Além disso, insistiu que as pessoas não têm o direito de se opor ao aborto se conseguem comer carne.


Quase mil abortos são realizados em fetos com síndrome de Down na Inglaterra e no País de Gales anualmente, de acordo com um registro independente divulgado no jornal The Telegraph.

Ativistas declararam que suas palavras são um completo absurdo, afirmando que o professor está tentando estimular a “eugenia”.

Tudo começou pelo Twitter, quando ele disse que as leis na Irlanda sobre aborto deveriam mudar. Um dos seguidores comentou que o fato era um dilema ético real se as mães estivessem carregando um feto com alguma doença. O professor Dawkins respondeu: “Aborta e tenta novamente. É imoral trazê-lo para o mundo, se você tem a escolha”.

Carol Boy, diretor-executivo da Associação Síndrome de Down, rejeitou os comentários de Dawkins: "As pessoas com síndrome de Down podem ter uma vida plena e gratificante, eles também têm uma contribuição valiosa para a nossa sociedade", disse ela.




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2 comentários:

Bosco Silva disse...

Não penso que as palavras de Dawkins sejam tão duras quando vistas de outro ângulo: na grande maioria das vezes crianças com síndrome de Down, além de nascerem com problemas comuns a síndrome, como problemas de fala, de articulações, de vista, problemas cardíaco, baixa resistência, etc., serão dependentes dos pais ou de algum outro responsável para o resto de suas vidas; e o que irá acontecer com essas pessoas quando seus pais ou responsáveis morrerem antes que eles? E infelizmente nem todas as pessoas tem tempo, estrutura psicológica e dinheiro para manter estas crianças com uma vida digna. Penso também que ter ou não uma criança com Síndrome de Down é uma escolha pessoal, e que toda pessoa deve ter o direito de escolha. Além do mais, Dawkins direciona seu argumento ao estágio de embrião, e eu não acredito que um pequeno amontoado de células seja uma pessoa, mas uma criança com Síndrome de Down merece ser tratada com toda dignidade possível.

Tassio Bruno F. S. disse...

Eu falo q cientista NAO ENTENDE NADA DE ÉTICA e moral... fazer oq? Hoje os cientistas viraram nossos "sacerdotes", oq eles falam ganha o terreno de "inquestionável".

Claro que um sacerdote cientista entende de ciencia (são muitos!), assim como um cientista filósofo, entenderia de moral. Mas taí um belo caso de cientista que pensa que é sacerdote, rs

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