17 de jun de 2016

O regimento todo formado por negros na primeira guerra conhecido pela bravura apesar do preconceito

O 369º Regimento de Infantaria foi o primeiro regimento Afro-Americano a lutar na Primeira Guerra Mundial. Constituído em 2 de junho de 1913 como o 15º Regimento de Infantaria de Nova Iorque, da Guarda Nacional do Exército, foi rebatizado em 1918. O 369º foi enviado para a guerra no final de 1917 e foi designado para prestar serviços no momento da sua chegada na França.

O regimento havia enfrentado uma discriminação significativa e perseguição de civis e soldados companheiros durante o treinamento nos EUA, e na França muitos soldados americanos se recusaram a servir ao lado deles.

Em abril de 1918, o comando do 369º foi entregue ao Exército Francês e os homens da companhia receberam patentes, uniformes, capacetes e armas francesas e foram enviados para a frente. Os franceses, em sua maior parte, não compartilhavam do extremo preconceito de seus colegas americanos naquela época, e ficaram felizes por compartilhar o serviço militar com os homens do 369º.

Os "Harlem Hellfighters", como eles ficaram conhecidos, estabeleceram rapidamente uma reputação de coragem e eficácia notável. Em 191 dias de combate, nunca perderam um homem e ninguém foi feito prisioneiro, e apenas uma vez não conseguiram conquistar um objetivo. Eles foram a primeira unidade aliada a alcançar as margens do Reno, na conclusão da guerra. "Missão dada, missão cumprida!"


O 369 também era famoso por sua banda, que provou ser um reforço consistente da moral dos soldados. Liderados pelo tenente James Reese, a banda viajou milhares de quilômetros por toda a França, entretendo as tropas e introduzindo ragtime e jazz aos ouvidos europeus.

Sargento Henry Johnson
Um dos mais famosos Harlem Hellfighters foi o Sargento Henry Johnson, um soldado mirrado de 50 kg, de Albany, Nova Iorque, que, durante um ataque furtivo alemão a um posto de vigia, lutou ferozmente, primeiro com uma caixa de granadas, em seguida, com seu rifle, e, finalmente, com a faca e as mãos com os alemães que invadiram sua trincheira. 

Finalmente os alemães recuaram ao som de reforços franceses. Johnson foi alvejado 21 vezes, mas ele conseguiu vitimar meia dúzia de alemães, feriu mais 20, manteve a linha e ainda salvou o amigo que fazia a vigia com ele.

Por isso, ele foi premiado com a Croix du Guerre, a maior honra militar da França, juntamente com a palma de Ouro de Valor excepcional, e foi o primeiro soldado americano na Primeira Guerra Mundial a receber essa honra. 

Devido a um erro em seus registros e ao próprio racismo que imperava no exército americano, Henry não recebeu a Coração Púrpura e nem a pensão por invalidez apesar de seus ferimentos. Ele morreu na extrema pobreza em 1929 e foi enterrado com honras militares no cemitério nacional Arlington. Em 1996, ele recebeu postumamente o Coração Púrpura, e em 2001, a Cruz de Serviços Distintos e mais recentemente, em 2015, ele foi condecorado com a Medalha de Honra pelo presidente Barack Obama em uma cerimônia póstuma na Casa Branca.




















Fonte



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Um comentário:

Anônimo disse...

Matéria muito boa. Esse é o tipo de material que não querem expor, seja por racismo seja por oportunismo político. Afinal, um negro é só "consciente quando vota Dilma presidente"...

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