14 de jun de 2016

Cineasta substitui um de seus globos oculares por uma pequena câmera

Antes que você comece a ficar horrorizado, saiba que ele não tirou um globo ocular real, apenas um de vidro. Isso porque, Rob Spence, um cineasta canadense de 43 anos que mora em Toronto, perdeu um dos olhos quando ainda era criança, em um acidente envolvendo uma arma e muito esterco de vaca. Algo que você vai entender melhor mais à frente.

Rob Spence, é tão dedicado ao seu ofício que ele mesmo inventou a pequena câmera. O protótipo não permite que ele enxergue através dela, pois não está ligado a nenhum nervo óptico. No entanto, ele é equipado com um microtransmissor de rádio frequência e, tudo que o “olho-câmera” vê, é transmitido em um monitor de computador de mão.

Além disso, pode ser ligado e desligado com um simples toque de botão e é capaz de filmar até três minutos – antes que fique muito quente e precise ser retirado da órbita -, o que para ele, é tempo suficiente para realizar entrevistas íntimas sem os tradicionais equipamentos de gravação que ocupam muito espaço e intimidam o entrevistado.


Segundo ele, a ideia se assemelha um pouco a Taxicab Confessions, uma série documental de 1995/2006 produzida pela HBO, que escondia uma câmera em táxis de Nova York e Las Vegas, com a finalidade de mostrar as conversas que aconteciam entre os taxistas e os passageiros.

Obviamente que a ideia da câmera levantou preocupações sobre privacidade e segurança, assim como qualquer outra tecnologia que envolva câmeras escondidas. Segundo Rob, as pessoas demonstraram duas reações, que variavam entre deslumbramento e medo. Para ele, “essa questão de ter uma câmera vigiando constantemente as nossas vidas é algo desnecessário, mas que vai acontecer de uma maneira ou de outra”.

Até agora, o cineasta utilizou o dispositivo apenas para filmar pernas e braços biônicos de outras pessoas, para um documentário sobre próteses e cibernética que lhe fora encomendado. No entanto, ele acredita que a sua invenção possa contribuir para a linguagem cinematográfica, já que, em tomadas de câmera subjetiva, o narrador é a câmera. Sendo assim, em projetos de cinema com um assunto mais emocional, talvez alguém possa perguntar a uma pessoa sobre “o que elas pensam sobre o amor, e tirar realmente do fundo dos olhos dela uma resposta mais interessante”, completou.

Sobre o acidente que lhe tirou a visão aos 9 anos de idade, ele afirmou estar “brincando de atirar” em pilhas de esterco de vaca e, ao segurar a arma incorretamente, sofreu um acidente que lhe custou um dos olhos, passando a usar um substituto de vidro, desde então. 





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