11 de set de 2010

Waimangu Volcanic Valley

  • LUGARES INCRÍVEIS - Waimangu Volcanic Valley - Nova Zelândia


O Waimangu Volcanic Valley tem uma particularidade especial. É o ecossistema mais novo no planeta, sendo o único em que se sabe com precisão quando se formou. O vale fica à uns 25 minutos ao Sul de Rotorua, ou 50 ao Norte de Taupo, na estrada que liga as duas cidades. Existe uma placa indicando onde você deve deixar a rodovia e seguir mais uns 10 km em asfalto até a entrada do parque.




Waimangu é uma cria da grande erupção do Mt. Tarawera em 1886, tendo sido inteiramente formado quando o lago Rotomahana voou pelos ares. Ou seja, o lago não acabou, só diminuiu 20 vezes, e o restante virou Waimangu. Sete novas crateras criadas pela explosão, formam o vale, e todas estão cheias de água com temperaturas diferentes. Para onde você olhar, e até mesmo nos morros ao redor, fendas na rocha emanam vapor (foto acima). Um riacho fervente, corta o vale formando pequenas cachoeiras. A vegetação ao redor é única, e teve que se adaptar para viver dentro de um ambiente com altas temperaturas, sendo que algumas espécies correm perigo de extinção. Todas as espécies de vegetação termal que existem na Nova Zelândia estão presentes em Waimangu.



O Fryng Pan Lake (foto acima) é a maior cratera cheia de água, cuja temperatura varia entre 44 e 56º Celsius. É a maior desse tipo no mundo, tendo entrado numa erupção violenta em 1917, matando mãe e filho em uma casa nas imediações. A água brota do fundo e vaza através de um riacho na proporção de 20 litros por segundo. Nesse riacho quente, uma gama enorme de limo e musgo cresce no fundo, sem dar bola para a temperatura. Depósitos de sílica aparecem sob a forma de mini geysers ao longo do leito. O Frying Pan Lake tem comunicação subterrânea com a Inferno Crater, e quando um aumenta de nível o outro abaixa.



A Inferno Crater (foto acima), na verdade foi o maior Gêiser do mundo, chegando a lançar água fervente a 450 metros de altura. De 1900 a 1903 atraía gente de todas as partes, mas em Novembro de 1904 disse que não ia geysar mais e apagou. Desde então, virou um pequeno lago com uma profundidade de 15 metros, e com uma tonalidade de água de dar inveja a uma piscina de hotel. Depósitos de sílica igualmente circundam a cratera, e ao redor, mais e mais fendas nas bordas emanam vapor. Tanto a Inferno Crater quanto o Frying Pan lake têm um ciclo de 38 dias, ou seja, trocam e invertem a atividade termal. Quando um está mais forte, o outro diminui, quando um tem mais água, o outro tem menos, e quando um explode, o outro assiste. A temperatura da água na Inferno Crater varia entre 35 e 84º Celsius.













  • Confira o vídeo:


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